3 de jun de 2009

sobre os blusões de lã II

A noite era a mais fria do ano.

O caminho de volta já era um conhecido meu. Porém, fazia tempo que não fazia sozinha...

...o caminho de volta,

sem a tua presença, parecia mais longo. Era possível até ouvir o ranger do balanço que balançava com o vento.

Engraçado é eu nunca ter notado aquele balanço que dançava solitário em meio a outros balanços que não balançavam.

balanço bailarino que bailava minha volta.

Ainda virei pra trás ao ouvir o som de um portão. Podia ser tu.

Fazendo o caminho de volta.

4 comentários:

Everton "Merlin" Soares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Delírios Cotidianos disse...

Gostei das coisas que escreves, tenho trabalhado com cinema na faculdade e percebo que tua linguagem e bem fílmica. Gosto desses momentos cotidianos, das incertezas e incoerências da vida, pois é muito chato viver sempre feliz.

Parabéns pelos escritos, tomei a liberadade de te linkar no meu blog, ok?

Buenas noches

Mr. Rickes disse...

Lindo relato!
Real?
Não importa a beleza é a mesma.

Já que és uma cinófila. Esse findi vi "O carteiro e o Poeta" Lindo.
Já viu?
Não sei se sou viciado em filmes mas curto bastante. Alugo uns 4 por semana. Meu avô era projetista de cinema ai em PoA. Trabalhou np Astor, Cacique entre outros.
Uma ótima semana!
0/

Delírios Cotidianos disse...

Gracias pelo comentário. Essa coisa de cinema é meio louca, pois me identifiquei muito com a poética esse ano, realizamos um curta semana passada e eu tenho trabalhado bastante com vídeo-arte, com o tempo quero ver se mando algo para os salões de arte.

Esse sistema de roteirizar acaba tornando-se automático, pois sempre que começo escrever algo já passo a mentalizar as cenas que os escritos renderiam. Muito louco tudo isso. Bueno, creio que me estendi!! Hasta luego!!