24 de set de 2009

prefiro assim.

Estraga meu corpo que eu estrago tua alma.

Depois me come de quatro.

Que é pra eu não ter que consertar teus olhos.


21 de set de 2009

frases, letras e a falta de tempo.

Seria mentira dizer que ando sem tempo pra escrever. Fisicamente, tenho bastante. Meus pensamentos que resolveram entrar em curto circuito. Toda hora, todo minuto. Muito. Ando confusa. Confundida. Quase Convulsionada. Entro no tornado e me torno o entorno.

Li boas frases essa semana. Queria dividir. Elas e eu.

Se você sabe conviver com pessoas intempestivas, emotivas, vulneráveis, amáveis, que explodem na emoção: acolha-me.
clarice lispectos

Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo...
Caio Fernando

O nosso medo de assumir riscos nos deixa viciado no depois. filme "se nada mais der certo"


17 de set de 2009

Cansei de querer te transformar em poesia parnasiana.

Te busco pela irregularidade.

Escrita livre. Performática. Assimétrica.

Tua vida desproporcional que parece me engulir.

Ainda é só o rascunho,

não

?

...

14 de set de 2009

10 de set de 2009

radiohead.




O Rain Down é um projeto colaborativo entre fãs do Radiohead para a realização de um DVD do show realizado pela banda no Brasil, focando o show de São Paulo, que aconteceu no dia 22 de março de 2009. A edição é toda feita com vídeos amadores gravados por pessoas que estavam lá.

www.raindown.com.br
www.raindown.com.br
www.raindown.com.br

9 de set de 2009

dependências, convivências e um pouco de arte.

Fui ver a peça Fando e Lis(todas as quartas de setembro no ocidente, 22h) baseada no texto do dramaturgo Fernando Arrabal e no filme do diretor doidão Alejandro Jodorowsky. O texto é delicado e fala de dependências. Físicas e emocionais. Os atores estão lindos e a trilha é impecável. Lis, paraplégica, e Fando, viajam em busca de uma terra desconhecida. Andam e acabam sempre no mesmo lugar. A convivência é necessária e claustrofóbica. As vezes, perder pra sempre é melhor que manter perto algo corrosivo.
Vale a pena. O livro, o filme e a peça.

"ninguém pergunta nada. estão todos ocupados procurando formas de se enganar" Lis.

Pensando mais a fundo em dependências, lembrei de uma outra obra prima: O natimorto.
Livro genial do escritor brasileiro Fernando Mutarelli.
De forma irônica, bem escrita e muitas vezes assustadora, Mutarelli, narra a convivência de dois excêntricos personagens: uma cantora sem voz e um agente artístico que nada faz. O cara mistura todas as formas possíveis de narracão. Ele brinca com a imaginação do leitor. Cada frase que se lê é uma frase a mais que se tem vontade de ler.

LEIAM! PELO AMOR DE DEUS!

"O Agente - Eu tenho uma sensaçao muita estranha... quase um medo.
A voz - Do que?
O Agente - De que eu só exista para as pessoas quando estou ao lado delas
A Voz - Como assim?

(...)

A Voz - Bom, se fosse assim, como você diz, ninguém mais lembraria de você. Nem seus amigos, nem seus parentes.
O Agente - É, mais ou menos.
A Voz - Com assim mais ou menos?
O Agente - É que quando os revejo, eles se lembram; eu só deixo de existir durante a minha ausência."

8 de set de 2009

Uma rua chamada pecado.

O Marlon Brando é tao brutalmente S E X Y
que eu abdicaria de todos os homens do mundo
por ele.






Quer dizer. O Devendra Banhart continuaria na luta.




É isso.
Kiss Bill.

7 de set de 2009

ode a volta.

Permanecer sempre me foi um desafio. Impaciência, tédio, incostância. Meu ponto final sempre veio acompanhado de outros dois. Lembro de ser acusada de instável por uma duzia e meia de namorados. Quando a situação já era absurda, eu fechava os olhos, tampava os ouvidos e corria sem direção até embarcar em uma nova relação, trabalho ou grupo de amigos. Deve ser por isso que na minha bagagem, até agora, não haja irmãos companheiros ou grandes amores. Não da tempo. Ou melhor. Tempo cronológico até da. O difícil é a minha cabeça acompanhar. Vejo o que passou como uma ventania. Igual a dessa noite. Destrambelhada e atormentada.
Eu cansei. Agora quero me enrolar com todos os seres especiais.
Quero viver uma paixão dilacerada.
Quero ter amigos eternos.
Quero realizar todos os meus projetos até o final.
Fugir sempre cansa. Ou perdemos o ar ou acabamos no lugar errado.

2 de set de 2009

Fiz uma tatuagem nova.
Diferente de quase tudo na minha vida,
fiz ela em silêncio.
Eu e ele.

Desejei,
sozinha,
cada uma daquelas
agulhadas.

Na minha pele,
um ciclo se abre
e fecha.

Essa é a cicatriz dos não amores.
Da minha vontade de florecer.
Só.