25 de ago de 2008

Você não entende nada

A casa está em silêncio. Essa é uma das horas do dia que mais gosto. Todos dormem e eu fico acordada escutando os ruídos das portas batendo com o vento que entra pelas frestas da janela. De dentro do meu quarto eu fico imaginando o que as pessoas devem estar fazendo dentro de suas paredes.

Sinto meu corpo pesado, tomo um gole de chá e lembro do trabalho para a faculdade. Vejo alguns livros jogados ao lado da cama. Chega a ser engraçada a capacidade que eu tenho de me enganar. Todo mundo, que me conhece um pouquinho, sabe que eu nunca começaria um trabalho à uma da manhã de um domingo. Acho que só eu não sabia.

O barulho das portas é interrompido. Caetano Veloso. Ele sabe das coisas.

Sinto meu corpo mais quieto, mais calmo. À alguns 30 minutos átras minhas lágrimas se misturavam com a água que caia do chuveiro. Essas são as mesmas lágrimas que com frequência costumam aparecer no meio de madrugadas solitárias. Madrugadas como essa.

A única coisa que me da medo agora é se tu vai me deixar dormir. Se quando eu desligar o computador, abaixar a música e apagar a luz tu não invandirá meus pensamentos como fez com a minha vida.

Invadiu e bagunçou tudo.

Vou tentar começar o trabalho. Vou folhar umas cinco paginas de algum livro, piscar os olhos freneticamente até me dar conta que estou com sono. Desligarei a luz e ai...


Eu quero que você venha comigo.
Mas você não entende nada.

3 comentários:

Ana disse...

hahahah
é verdade so tu acredita q vai fazer um travalho na madrugada de domingo!!heheheh
bom texto!!;)

miss_lioncourt disse...

e o dia que ele entender, tu ainda vai ta acordada?
lindo amada, beijos

Betânia Dutra disse...

ai, que ótimo esse tecto, lindo! me identifico contigo, tu explicou agora a razão das minhas insônias, a razão de eu acordar as seis e meia da manhã e por mais exausta que eu estiver não conseguir dormir no dia seguinte. baita alice, com palavras verdadeiras e esclarecedoras. :)