19 de jan de 2009

ponto

Dessa vez ela não teve problemas pra dormir.
A noite antrerior havia sido turbulenta e o que não lhe faltava era sono.
Ela acordou.
Seus olhos ainda estavam vermelhos das lágrimas sem sentindo.
O céu estava cinzento e as ruas cheias de água.
Havia uma certa leveza na sua alma.
Sentia-se livre como nunca.
Ascendeu um inscenso e fechou um baseado.
Sentou na janela e silenciosamente tomou decisões.
Se entregaria menos.
Amaria com menos intensidade.
Cuidaria mais de si do que dos outros.
Não procuraria mais ninguém que a tenha feito sofrer.
E principalmente
Seria menos ingênua.
Bem menos.
Pensou em mais algumas bobagens olhando para o nada.
Apagou o que ainda restava do baseado.


Se reconheceu ao ver seu reflexo no espelho.


“O homem que hoje me amar
encontrará outro (outros) lá dentro
pois que o mate.” Elisa Lucinda

Um comentário:

Rody Cáceres disse...

Bah! Chapei....caiu como uma luva para o momento que estou passando...parabéns...sou louco pelo teu trabalho..