12 de mai de 2009

nossa sintonia.

É que as vezes parece que tudo não passou de um sonho bom. E quando paro pra pensar, talvez tenha sido melhor assim. Cada um vivendo sua vida moderadamente, como se nada passase de um intenso e rápido encontro de olhares. Mas na verdade é isso mesmo, né? As pessoas se cruzam, se cheiram, sentem uma atracão animalesca por algo nem sempre explicável ou palpavel e pronto. E essas coisas são o mais bonito da vida. Como era mesmo? Aquela história de viver ao extremo. O negócio é que eu acho que eu gosto de viver extremamente demais. Pra mim as coisas tem de ser sentidas ao máximo. Cada momento. Então acho que é por isso. Eu tinha uma impressão que agente sempre fez tudo no limite. Foi sempre tão no alto. Sempre tão clichê. Mas agora me vejo distante. Se bem que a distância não é o problema. Já nos autodenomino como seres em metamorfose constante. O problema é o que ficou no meio deste caminho. Dentro de mim fica aquela sensação de “o que será que teria acontecido”.Como parar o filme na melhor parte e não saber como termina,sabe? É um incompleto que me faz pensar constantemente se já foi tudo. Eu te devolvo a pergunta. Nada urgente. Pra pensar naqueles dias em que os eus solitários precisam de companhia.

Um comentário:

Fran disse...

mas se não vimos o filme até o final, como sabemos, se paramos no meio, que aquela é a melhor parte?