29 de dez. de 2008

O rio de janeiro continua lindo.

21 de dez. de 2008

A última de amor era inevitavel.

Eu comecei a beber por tua causa, sabia?
Achava que bebendo eu iria te encontrar pelos butecos da cidade.

Desde que te conheci tu bebia e bebia e depois ficava com aquele cheiro impregnado na roupa, no beijo, no sexo. Minha vontade era que tu ficasse assim sempre.

Bêbado, incosciente, amavel e com aquele cheiro.

És o meu ausente presente.
És minha certeza e incerteza.
És minha volta e minha partida.

Será assim sempre.

Somos dois seres feitos de antíteses.
Colecionamos aventuras, loucuras e boas lembrancas.

Nossas boas lembrancas.

Eu e tu em uma roda gigante.

Roda viva.






É.
A nossa última de amor é inveitavel.

12 de dez. de 2008

DO OUTRO LADO

A sensação de ficar dentro daquele apartamento era de sufoco. Eu já havia vomitado toda a cerveja que ficara da última festa e a única coisa que eu conseguia ouvir era Janis pedindo pra eu pegar um pedaco de seu coracão.
A noite quente me deixava com vontade de ir pra rua. Os poucos amigos que tenho estavam trabalhando ou cansados demais pra mais uma bebedeira sem sentido.
Sai sozinho.
A multidao que ocupava a faxada do bar me condenava por estar só. Entrei e encontrei uma mesa ao fundo.

Pedi uma cerveja.
No meio do segundo copo eu a vi.

Ela tava ali. Radiante como sempre. Sorridente como sempre.
Eu não sei bem como mas ela tem um poder de parecer sempre bem, mesmo quando reclamava de uma nota ruim ou de uma briga boba com os pais, o sorriso acabava sempre estampado no seu rosto.
E sabe, ela não era bonita, mas tinha um charme incondicional. A forma com que ela arrumava o cabelo fazia com que chamasse atencão de todos no lugar. Homens e mulheres a olhavam de canto querendo decifrar de onde vinha tanta energia.

Ela me viu. Seu sorriso fechou.
Eu a odiava ainda mais por saber que ela não viraria a cara e ignoraria minha presenca. Mesmo depois de tudo.

Ela parou a conversa que estava tendo com um rapazote metido a cover de alguma banda inglesa, lhe lançou um sorriso e uma piscada e se dirigiu a minha mesa.
Séria.
Ela ficava mais charmosa séria. Parou na minha frente e disparou ironicamente.
“Sozinho aqui?”.
Ela só queria me mostrar a capacidade que tinha de fazer amigos e de não ficar sozinha.
No fundo ela me odiava por eu conseguir. Ela me odiava por eu não precisar dela.
Eu ofereci um copo e um lugar na mesa. Ela me encarou, foi até o balcão e pegou mais uma cerveja. Depois dessa, veio a quarta, a quinta, a sexta.

Terminamos a noite como sempre.
Nus.
Transformados em um único corpo.

Naquela noite não trocamos mais que meia duzia de palavras.
Não nos aguentavamos mais.
Ao mesmo tempo queriamos aquela noite pra sempre.
Eu queria aquela noite pra sempre.

Eu sabia que quando ela saisse de dentro das minhas cobertas eu a odiaria como de costume. Eu fugiria dela e de qualquer coisa que lembrasse ela.
Eu era um fraco.

Quando estava com ela.

7 de dez. de 2008

Na sua companhia quero estar.

Escrevi, postei e apaguei.

Nao quero compartilhar minhas fraquezas com vocês.

Guardarei minha carencia, esse cheiro de cloro do meu corpo e essa falta de acentos, só pra mim.




Tá! Vem me buscar agora, vem.


Cansei de brincar de esconde-esconde.

1 de dez. de 2008

Matou a famiília e foi ao cinema.


Tentei, em vão, descrever o que senti ao ver este filme. Foi um misto de desconforto e extase. Palavras não são o bastante.
Conta a Parede do diretor Turco-Alemão Fatih Akin é incrivel. Te coloca em meio a personagens humanos, com fraquezas, dificuldades e loucuras.

Ele se passa na ponte entre Alemanha e Turquia, e mostra a vida de um casal, tragicomico, que se casa para que a menina fuja das regras rigidas da familia Turca. No inicio é tudo muito facil. Eles se limitam a imagem de casados e vivem apenas como colegas de quarto. No entato a convivencia faz com que comecem a se gostar. Quando isso acontece, já é tarde demais.

Sem nenhuma pretensão de ter que se enquadrar em estilos, linguagens ou finais felizes, o filme vive e respira por si só. A cada minuto que passa é um minuto a mais que tu quer ver.

Contra a Parede muda a forma de ver cinema e de ver a vida.

Não Percam!




29 de nov. de 2008

saída de emergência.

Se me pergunta onde anda o meu olhar

eu responderia que

Meus olhos andam constantemente se perdendo nas tuas calçadas.

A chance, mesmo que mínima, de te encontrar pelas ruas do bairro,
faz com que seja minima a minha permanencia em casa.

Como se a cada minuto tu fosse cruzar a praça e sumir naquelas grades.

Acho que te quero exatamente por não te conhecer direito. por não saber do teus defeitos e achar tão sexy tua voz acompanhada de um violão.

Agora, te peço uma última coisa. Por favor: NÃO SENTE EM FRENTE A SAÍDA DE EMERGÊNCIAS...


...você pode acabar sendo atropelado por um sentimento inflamado de quereres.

24 de nov. de 2008

Monólogo de uma morte anunciada

Um quarto. Um colchão no chão. Um computador em cima da cama. Um armário. Um cinzeiro com uma ponta. Um incenso.
Bibiana, 22 anos, pele branca e cabelos vermelhos. Pintados. Sentada na cama.
Há uma cadeira. Nela. João.

Tu me diverte.
Acho que é isso.
(pausa)
Tu me faz rir.
(risadas)
Não que isso seja muito dificil.(Risada ironica) Mas já é um começo.
(pausa pensativa)
Eu acho que eu simplismente gosto de ter alguém que me divirta além de só tirar minha calcinha e me chamar de linda com um voz águada de quem acabou de asfixiar milhões de vidas.
(Ela levanta)
E também, o que mais poderiamos fazer juntos a não ser fumar e terepar? (Pausa)
E rir, claro. Acabei de dizer isso. Tu me faz rir.
(Ela caminha e se ajoelha em frente a cadeira de João com as mãos em cima das pernas dele)
Mas me diz João? Eu te divirto? Tu me acha engraçada? Tu acha que eu sou boa em alguma coisa que não a de te fazer gozar que nem um macaco?(Aumenta o volume da voz gradativamente)
(João empurra Bibiana e se levanta. Ela levanta atrás. João está de costas para Bibiana )
Tu ainda não consegue falar né? Tu nunca conseguiu. (Bibiana chora)
(Bibiana caminha para mais perto das costas de João)
E sabe o que é pior?(pausa)(gritando) Eu vou sair pela porta e vou te esquecer.(pausa) Vou beijar outros corpos, vou ser descuberta por outras linguas.
E tu? (risadas)Tu também vai amar outras, querer outras. Mas de mim.(pausa) De mim tu vai ficar apenas com a lembrança do que poderia ter sido.
(silêncio)
João se vira e da um tapa na cara de Bibiana

Corta.

23 de nov. de 2008

Preencha os espaços em branco.

a) Nosso amor
b) Nossa amizade
c) Teu trabalho
d) Nossas incertezas
e) Minha demonstração explicita de afeição

21 de nov. de 2008

VerdadeMentiraVerdadeMentira

Ela saiu de casa.
A noite estava fria.

Desde que o conhecera,
constantemente se perdia com pensamentos curtos.
Era ele que aparecia no lugar.

Aquela era a terceira ou quarta noite que se encontravam.
Os assuntos em comum dificultavam a possibilidade de fazer alguma outra coisa
que não conversar, beber e fumar.
Ele parecia saber que ela se derretia ao ouvir alguns acordes de violão.
Ele parecia saber que ela se derretia ainda mais quando eram as palavras de chico buarque que saiam de sua boca.

Os devaneios cinematograficos foram silenciados por insanos 90 min.
Se olharam, caminharam, riram, cantaram.



E aquelas malditas duas escovas de dente continuam lá.

19 de nov. de 2008

Chuva

Hoje eu queria:

Um bom vinho.
Um bom papo.
Uma boa pornografia.
E um bom baseado.

É pedir muito?

16 de nov. de 2008

E SE POR ENQUANTO A MÚSICA NÃO TERMINAR?

Talvez poucos entendam. mas.
(Baseada em baseado de fatos reais. A falta de memória prejudica.)

Cor.Luz.Som.Som.Som.Música.Homem.Homens.Música.Música.Tu.Malu.Ei moço, tem o cd da malu magalhães?.Luz.Luz.Baseado.Espasmos de memória .Chuva.Música.Música.Chuva.Luz.Tu.Ele.Chuva.Eu vou pra minha casa, tu tem duas oções vai comigo ou não. Taxi. Beijo. Luz.Luz.Luz.Luz.Sinal vermelho.Luz.Luz. Casa.Cama.Verde.Bzzzzzzzzzzzzzz. Alarme.Alarme.Alarme.Verde.Pessoa verde. óculos. Bzzzzzz.Teus olhos.Água.Água.Bzzzzzz.Beijo. Corpo. Roupa.Corpo.Roupa.Beijo XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. Dia.Não podia estar melhor.Chuva. Cobertor verde. Verde.Janis. Roxanne You don't have to put on the red light. Verde. Água.Corpo.Pele.Corpo.Só tu pra cantar roxanne as 8 da manha. Cama. Calor. Verde. Sono. Cérebro. Sono. Dorme. Tu. Verde.Parede.Verde.Parede.Verde.Parede.Beijo. Dorme.Tu. Quero ficar assim sempre. Enjoo.Enjoo.Água.Xixi.If you don't know who you are
You can tchubada, you can tchubaduba. Acho que eu quero dar uma banda. Roupas. Janis.Eai Marcelo. Porta.chave.sequela.tchubaduba.óculos.RUA.Vento. Ónibus.tchubaduba.Tu pelos últimos segundo.Beijo.

Quem precisa de certezas?

13 de nov. de 2008

Será que hoje chove?

8 de nov. de 2008

Conversas de butequim

Bom dia, será que tu pode me dizer o que eu faço aqui na tua cama, com a minha perna enrroscada na tua e a tua respiração nas minhas costas?

Olha. Eu não sei bem. O que eu lembro é que agente tava lá. Ai nossos olhares se encontraram. Tu sorriu, eu continuei sério. Tu pediu uma seda, eu fumei do teu baseado. Agente converso por horas.

E depois?


Depois eu não lembro mais.

Deve ter sido a tequila.

Ou a cerveja em excesso.

Tá. Mas e agora? o que eu faço?

Sei lá. agora tu foge.

Entao ela se levantou, se vestiu e sumiu.

4 de nov. de 2008

Insônia número 235.

E eu não durmo pra saber quem será o presidente da crise mundial.

Acho que em 2035 eu estarei acompanhando as eleiçoes na China.

Choong Ling Obama X Achanpung Mccain.

As consequencias do mundo globalizado.

C'La vie!