27 de fev. de 2009

coração vagabundo.

26 de fev. de 2009

Sobre os confetes do fim do carnaval

Mexo e remexo em plavras procurando a deixa certa. Queria explicar, declamar, divagar.
Mas falar de amor é mais fácil. Vivemos e desvivemos todos os dias. Todos os amores. Dificil mesmo é falar de abraço sincero. De boa companhia. De boa risada. Complicado é encontrar alguém que o destino destine. Que seja tão real e surpreendente que pareça mentira, piada de criança.
Sob uma chuva de confetes tive a certeza que aquela amizade era pra sempre.
E mesmo que nossos sonhos matrimoniais não se realizem e que hoje viver nesse mundo tão ao contrário nos confunda a cabeça, sei que sairemos sempre vivas.
Brindando as coisas coloridas da vida.
Da quinta feira de carnaval fica o confete rosa preso no meu ombro.
Fica também a vontade de girtar pro mundo:
Eu encontrei dentro desse labirinto alucinante mais uma das minhas.

“May God bless and keep you always,
May your wishes all come true,
May you always do for others
And let others do for you.
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.”

19 de fev. de 2009

Lucy in the Sky with Dimonds

Eu queria um corpo do meu lado
Nesse minuto.
Algum corpo que encaixasse no meu e
me fizesse esquecer que o vento que sai do ar condicionado machuca minha pele.
Algum.
Não todos.
O teu.
ÉISSO.
Eu queria o TEU corpo no MEU corpo.
Arrepiando todos os pelos.
Tu já pode desligar o ar viu.
Eu já estou com frio e esse corpo que não chega.
Que não me aquece.
Onde tu ta?
O-N-D-E-T-U-T-A-?
Ta dormindo?
Em que parte do Brasil?
Em que lugar do mundo?
Acorda!
Vem!
Me bebi de café da manhã.
Eu arrumo tua gravata e te dou um beijo na testa.
Eu sou o inesperado.
Será que tu ainda não percebeu.
Eu mudo os caminhos.
Ou melhor
eu inverto as placas de direção.
E tu te perde.
E se afoga.
E morre.
Será que tu consegue ser egoista até quando morre afogado?
Caralho!
Me deixa sozinha nadando em uma falsa impressao de refresco quando a previsão é de calor intenso.
Um copo dágua por favor!

18 de fev. de 2009

Devaneios restantes

Eu criei expectativas sim.
Que que eu posso fazer agora?
Elas já estão dentro de mim.
Entrando em ebulição enquanto espero os dias trocarem.

Tu acha que pra mim era fácil?
Te ver constantemente tão perto e tão distante.
Porque com a gente as coisas sempre foram tão, não é?
Tão derepente.
Tão forte.
Tão cheio de sintonia.
Tão fantasiosamente real.

Tinha dias que eu nem acreditava que tu existia.
Eu chegava em casa depois de uma quadra de caminhada e pensava que não era possivel.
Como pode?
Alguém conseguir tirar o que há de mais profundo e mais superficial em mim.
Sem ter que beijar a minha nuca, tirar minha blusa.
Como pode?
Eu vivendo relações carnais mas gozando em uma relação puramente imaginaria.

Não que isso não seja necessario e que eu não quisesse dormir contigo em todos os cantos daquela casa, mas é que só o fato de ficar lá, olhando pra tua cara me dizendo como eu era a-f-u-d-e já me bastava.
Me bastou.

Mas tudo bem. Eu to aqui.
Tu ta ai.
Expectativas são apenas momentos.
Momentos passam.
Isso foi o passar de um devaneio.
Preenchendo uma saudade.
Passageira do que ainda não voltou.

7 de fev. de 2009

En chile

Uma miragem em meio ao calor desorientante do deserto.

2 de fev. de 2009

Até logo.

Levarei comigo as tuas desculpas esfarrapadas, teu sorriso desajeitado e tua falta de iniciativa.
Colocarei na mala todas as vezes que meu olhar não encontrou teu olhar perdido.
Enterrarei nas areias do deserto aquilo que eu mais gosto em ti.
Deixarei tudo lá.
Queimando e derretendo no frio das noites estreladas.

Não me espere a mesma.
; )


“Nosso amor não deu certo
Gargalhadas e lágrimas
De perto fomos quase nada
Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã
E desperdiçamos os blues do Djavan
(...)
Nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio
Atrasado e aflito
E paramos no meio
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar”

30 de jan. de 2009

Dreamers


Te prende
na rede
que embala
o sonho
do meu sono.
Antes que eu acorde.

26 de jan. de 2009

"Pornografia" em quatro estações.

Vendo seu reflexo no espelho, Catarina sorriu.
O outono já acontecia nas ruas e um tapete de folhas cobria a calçada.

Em dias frios e ventosos como aquele, ela costumava se sentir mais bonita.
Suas faces brancas avermelhavam e contrastavam com os cabelos mais escuros.

Em volta do pescoço o velho cachecol. Nos ouvidos tocava Bob Dylan.
She makes love just like a woman ele dizia.

E ela sabia que fazia.
Fazia amor, sexo, trepava, transava.
Como uma louca.
E era justamente nestes dias cinzentos que ela queimava por dentro.

Catarina saiu de casa decidida.
Seu corpo estremecia e lhe fazia lembrar que o inverno estava próximo.
Pensou em subir de volta. Fazer um chá e aquetar a alma.
Desistiu dois segundos depois.
Ela queria sim, um bom vinho e um corpo ao seu lado.

Depois de 15 minutos de transporte público, Catarina desceu em seu bar de sempre. Pediu o vinho de sempre e esperou o cara de sempre.
Este não veio.

Mais 20 minutos. Mais duas taças de vinho.
O celular tocou.
Um outro cara que ela conhecera a pouco tempo.
Ele era bonito, inteligente, charmoso. Gostava de Dylan.
Chegou encasacado e de cachecol.
Cachecol era sexy. Ela sempre achou.

Conversaram mais uma garrafa de vinho. Deram meia duzia de beijos.
Meus pais foram pro sitio. Ele lembrou.

O chão da sala virou cama.
Beijos e amassos se misturavam com gemidos molhados.
Seus corpos se uniram de tal forma que viraram um só.
Ela sentia latejar suas pernas, sua barriga, sua nuca.
Parecia que tudo gozava ao mesmo tempo.

Depois de 4 horas não se escutava mais nada além
da respiração ofegante dos dois.
Desabaram em um sono único.

Catarina desapareceu na neblina invernosa que assustava a manhã de outono.
Ela transpirava verão e sorria primavera.

uma frase

Como un guerriero entre el sangre y dolor, mi sonrisa hace flor. (Leandro Borges)

25 de jan. de 2009

Depois de um domingo abafado.

E agora?

Será que tu não é velho demais? Será que nos daremos bem? Nos veremos de novo? Nos beijaremos mais e depois transaremos feito loucos? Será que vai ser bom? Tu dirá palavras obscenas no meu ouvido? Será que eu vou me apaixonar? Tu vai te apaixonar? Será que tu gostou do meu jeito? Será que eu não vou pensar em outros? Tu vai me comparar a antigos amores? Será que tu me dará flores? Será que eu vou derramar lágrimas por ti? Tu vai te dar bem com os meus amigos? Bailaremos um Rock`n roll? Será que tu vai gostar dos meus filmes prediletos? Falaremos de cinema, comida e relacionamentos errados? Falaremos de nós? Nos conheceremos melhor? E agora?


Me ensinaram a gostar assim. Na incerteza.

Poís bem.

Tinham razão.

O gosto do gosto é bem melhor.

23 de jan. de 2009

Don`t look back.

A festa acabou.

Não quero mais!
Ouviram?

Quero só um pouquinho de paz.

Quero meu celular, minha carteira
e meu coração de volta.

Ahh! Essa dor no peito?
Essa podem levar. Não me faz falta.






E uma última coisa:
Os discos do Dylan.
Ficam.
Aqui.

22 de jan. de 2009

Uma de amor.

Dice que no sabe

dice que no sabe del miedo de la muerte
del amor

dice que tiene miedo de la muerte de la muerte del amor
dice que el amor es muerte es miedo
dice que la muerte es miedo es amor
dice que no sabe*







*Alejandra Pizarnik
(1936 - 1972)

21 de jan. de 2009

Tem uma foto tua em baixo do meu travesseiro.

Te queria
meu
único
exclusivo
meu.

Te queria
fora da
rotina,
diferentemente
igual
todo dia.

Te queria
sem passado
em um
futuro
passado
a limpo.

Te queria, te queria, TE QUERIA,Te QueRia, TE QUeriA,
te quero, Te QUERO, Te QUeRo.
Te queria e Te quero.

Nao como antes.
Como agora.



Ah, e compra um vinho que o meu acabou.

19 de jan. de 2009

ponto

Dessa vez ela não teve problemas pra dormir.
A noite antrerior havia sido turbulenta e o que não lhe faltava era sono.
Ela acordou.
Seus olhos ainda estavam vermelhos das lágrimas sem sentindo.
O céu estava cinzento e as ruas cheias de água.
Havia uma certa leveza na sua alma.
Sentia-se livre como nunca.
Ascendeu um inscenso e fechou um baseado.
Sentou na janela e silenciosamente tomou decisões.
Se entregaria menos.
Amaria com menos intensidade.
Cuidaria mais de si do que dos outros.
Não procuraria mais ninguém que a tenha feito sofrer.
E principalmente
Seria menos ingênua.
Bem menos.
Pensou em mais algumas bobagens olhando para o nada.
Apagou o que ainda restava do baseado.


Se reconheceu ao ver seu reflexo no espelho.


“O homem que hoje me amar
encontrará outro (outros) lá dentro
pois que o mate.” Elisa Lucinda

18 de jan. de 2009

Onde foi parar o amor que estava aqui?

Onde está o amor que foi parar?

O amor foi onde?

Aqui está o amor?

O amor?

AMO